Ai ai (suspiro).
Acordo às cinco e cinquenta todo santo dia útil, abro um olho e tem um cachorro lambendo meu pé. Já acordo feliz. Depois, trato de desligar o despertador, que fica gritando. Depois segue-se aquele ritual diário e necessário de higiene, alimentação, arrumação e ida pra escola. Que lindo, caminho um quilômetro e meio, no frio das seis e quarenta, pra chegar na escola, em outra cidade, outro estado, e ver as pessoas que vejo todo dia, as aulas que se repetem semana a semana.
Quando o cheiro da comida do vizinho que sobe e entra na sala, no segundo andar, já está insuportável e faz todas as minhas lombrigas quererem saltar goela acima, somos acalentados com o bendito despertar da razão: o sino do meio dia e meia! Que ótimo. Mais meia hora de caminhada e me encontro, suada, em casa, com quatro pessoas e três animais a me esperar para o almoço. Engulo a comida, e o ritual recomeça, higiene, arrumação e caminhada. Outra cidade, outro estado. Quando não me é o inglês, é o treino com os cavalos, a educação física, os deveres da pátria e tudo o mais, civilizadamente usando meus antigos e melhores meios de transporte: ambos os pés.
Chegar em casa às cinco é raridade. O comum é às sete e o mais tardar às nove, dez. Uma vez na semana, ou menos, somos recompensados com uma festa, uma saída de casa, chegar depois da meia noite.
Final de semana, que me resta? Cuidar do cabelo, ir pro clube, aproveitar muito mais as amigas.
E QUEM ME DISSE QUE ME CANSO???
Não há, não sei nem se haverá, coisa melhor que essas cidadezinhas, ligadas por uma ponte a desabar, com um povo tão alegre que me contagia, todo dia, das seis da matina às nove da noite. Não sei se aguentarei viver longe daqui. As aves que aqui gorgeiam, não gorgeiarão como lá.
Mesmo assim, Goiânia que me aguaaaaarde!
E é claro, não poderia deixar de dedicar esta última descrição maçante e monótona de rotina, à minha querida Alexandra Luíza, ora bolas :DDDD
Acordo às cinco e cinquenta todo santo dia útil, abro um olho e tem um cachorro lambendo meu pé. Já acordo feliz. Depois, trato de desligar o despertador, que fica gritando. Depois segue-se aquele ritual diário e necessário de higiene, alimentação, arrumação e ida pra escola. Que lindo, caminho um quilômetro e meio, no frio das seis e quarenta, pra chegar na escola, em outra cidade, outro estado, e ver as pessoas que vejo todo dia, as aulas que se repetem semana a semana.
Quando o cheiro da comida do vizinho que sobe e entra na sala, no segundo andar, já está insuportável e faz todas as minhas lombrigas quererem saltar goela acima, somos acalentados com o bendito despertar da razão: o sino do meio dia e meia! Que ótimo. Mais meia hora de caminhada e me encontro, suada, em casa, com quatro pessoas e três animais a me esperar para o almoço. Engulo a comida, e o ritual recomeça, higiene, arrumação e caminhada. Outra cidade, outro estado. Quando não me é o inglês, é o treino com os cavalos, a educação física, os deveres da pátria e tudo o mais, civilizadamente usando meus antigos e melhores meios de transporte: ambos os pés.
Chegar em casa às cinco é raridade. O comum é às sete e o mais tardar às nove, dez. Uma vez na semana, ou menos, somos recompensados com uma festa, uma saída de casa, chegar depois da meia noite.
Final de semana, que me resta? Cuidar do cabelo, ir pro clube, aproveitar muito mais as amigas.
E QUEM ME DISSE QUE ME CANSO???
Não há, não sei nem se haverá, coisa melhor que essas cidadezinhas, ligadas por uma ponte a desabar, com um povo tão alegre que me contagia, todo dia, das seis da matina às nove da noite. Não sei se aguentarei viver longe daqui. As aves que aqui gorgeiam, não gorgeiarão como lá.
Mesmo assim, Goiânia que me aguaaaaarde!
E é claro, não poderia deixar de dedicar esta última descrição maçante e monótona de rotina, à minha querida Alexandra Luíza, ora bolas :DDDD
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